Páginas
▼
sexta-feira, 27 de junho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
sexta-feira, 13 de junho de 2014
terça-feira, 10 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Amo... Florbela
Espanca
“Não és
sequer a razão de meu viver,
pois que
tu és já toda a minha vida.”
Florbela
Espanca
Se tu
viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa
hora dos mágicos cansaços,
Quando a
noite de manso se avizinha,
E me
prendesses toda nos teus braços…
Quando
me lembra: esse sabor que tinha
A tua
boca… o eco dos teus passos…
O teu
riso de fonte… os teus abraços…
Os teus
beijos… a tua mão na minha…
Se tu
viesses quando, linda e louca,
Traça as
linhas dulcíssimas dum beijo
E é de
seda vermelha e canta e ri
E é como
um cravo ao sol a minha boca…
Quando
os olhos se me cerram de desejo…
E os
meus braços se estendem para ti…
Florbela Espanca
quinta-feira, 5 de junho de 2014
domingo, 1 de junho de 2014
“Compreendi, então,
que a vida não é uma
sonata que,
para realizar a sua
beleza,
tem de ser tocada até o
fim.
Dei-me conta, ao
contrário,
de que a vida é um álbum
de mini-sonatas.
Cada momento de beleza
vivido e amado,
por efêmero que seja,
é uma experiência
completa
que está destinada à
eternidade.
Um único momento de
beleza e amor
justifica a vida inteira.”
Rubem Alves
“Quando fazemos tudo para
que nos amem e não conseguimos,
resta-nos um último
recurso: não fazer mais nada.
Por isso, digo, quando
não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura
que havíamos solicitado, melhor será desistirmos
e procurar mais adiante
os sentimentos que nos negaram.
Não fazer esforços
inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente,
mas nunca por força de imposição.
Às vezes, é inútil
esforçar-se demais, nada se consegue;
outras vezes, nada damos
e o amor se rende aos nossos pés.
Os sentimentos são sempre
uma surpresa.
Nunca foram uma caridade
mendigada, uma compaixão
ou um favor concedido.
Quase sempre amamos a
quem nos ama mal,
e desprezamos quem melhor
nos quer.
Assim, repito, quando
tivermos feito tudo para conseguir um amor,
e falhado,
resta-nos um só caminho…
o de mais nada fazer.”
Clarice Lispector

























