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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

segunda-feira, 28 de outubro de 2013


“Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida
 e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas
que passam por suas vidas."


(Clarice Lispector)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013



“Ainda bem que sempre existe outro dia.

E outros sonhos.

E outros risos.

E outras pessoas.

E outras coisas..."

(Clarice Lispector)



sábado, 19 de outubro de 2013

Centenário de Vinícius de Moraes



Medo de Amar

( Vinicius de Moraes )

O céu está parado, não conta nenhum segredo,
A estrada está parada, não leva a nenhum lugar,
A areia do tempo escorre de entre meus dedos,
Ai que medo de amar !


O sol põe em relevo todas as coisas que não pensam,
Entre elas e eu, que imenso abismo secular...
As pessoas passam, não ouvem os gritos do meu silêncio,
Ai que medo de amar !


Uma mulher me olha, em seu olhar há tanto enlevo,
Tanta promessa de amor, tanto carinho para dar.
Eu me ponho a soluçar por dentro, meu rosto está seco,
Ai que medo de amar !


Dão-me uma rosa, aspiro fundo em seu recesso,
E parto a cantar canções, sou um patético jogral.
Mas viver me dói tanto ! E eu hesito, estremeço...
Ai que medo de amar !


E assim me encontro: entro em crepúsculo, entardeço.
Sou como a última sombra se estendendo sobre o mar...
Ah, amor, meu tormento ! Como por ti padeço...
Ai que medo de amar !



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013


Parabéns, Professores!

A vocês que plantaram um dia
a semente do conhecimento em nós
e a verão brotar e gerar, no futuro,
cada vez mais plantios e proveitosas colheitas
com frutos de reconhecimento e valorização
pelos atos de amor e dedicação na arte de ensinar.

Nossa eterna gratidão!


segunda-feira, 14 de outubro de 2013


Exercícios de ser criança
(Manoel de Barros)

O MENINO QUE CARREGAVA ÁGUA NA PENEIRA!

Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores e até infinitos.
Com o tempo aquele menino que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.
Com o tempo descobriu que escrever seria o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu que era capaz de ser noviça, monge ou mendigo ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o voo de um pássaro botando ponto no final da frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os vazios com as suas peraltagens.
E algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos.



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013


“Plantar um bosque na alma, 
e curtir a sombra,
o vento, as crianças, o sossego.
Não precisam ser reais.
Eu até acho que a realidade não existe:
existe o que nós criamos, sentimos, vemos
ou simplesmente imaginamos.”

Lya Luft


terça-feira, 8 de outubro de 2013


Manhã de Chuva

Dorothy Jansson Moretti

Falta-lhe o sol, mas o ar é tão puro,
e as árvores mais verdes, mais altivas.
As flores, mais vibrantes, inesquivas,
desafiam o céu cinzento escuro.

Na sarjeta, a água em ondas agressivas,
arrasta longe tudo o que há de impuro;
e eu, com inveja em meu olhar, procuro
as crianças lá fora, a rir, festivas.

Manhã de chuva mansa... doce imagem!
Lembra-me a infância, a juventude, o lar,
ingenuidade e café com bolinhos...

Coisas boas que o tempo, de passagem,
apático inclinou-se a transportar
no esquecimento atroz dos seus caminhos.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013


“O coração da gente gosta de atenção.
De cuidados cotidianos.
De mimos repentinos.
De ser alimentado com iguarias finas,
como a beleza, o riso, o afeto.
Gosta quando espalhamos os seus brinquedos no chão
e sentamos com ele para brincar.
E há momentos em que tudo o que ele precisa
é que preparemos banhos de imersão na quietude
para lavarmos, uma a uma, as partes que lhe doem.
E que o levemos para revisitar, na memória,
instantes ensolarados de amor
capazes de ajudá-lo a mudar a frequência do sentimento.
Há momentos em que tudo o que precisa
é que reservemos algum tempo a sós com ele
para desapertá-lo com toda delicadeza possível.
Coração precisa de espaço.”


 (Ana Jácomo)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013